As triste fotos da bebê foram divulgadas pelos pais para conscientizar sobre a importância da doação de órgãos
A fotógrafa norte-americana e fundadora da ONG “World of Broken Hearts”, Suha Dabit, faz imagens muito difíceis. Ela registra bebês e suas famílias durante o momento mais vulnerável de suas vidas. E ela faz isso para conscientizar a população sobre doenças cardíacas congênitas e também para mostrar a importância da doação de órgãos.

Suha começou a fazer as fotos após sua filha ter sido diagnosticada com uma doença cardíaca congênita e só ter sobrevivido após ter passado por um transplante de coração.

“Após cinco meses e meio esperando, nós recebemos uma ligação. Eles haviam encontrado um coração perfeito para minha filha, ela teve uma nova chance para viver. Após quase seis meses no hospital, nós pudemos trazer nossa filha para casa, com seu novo coração. Mas alguns bebês com o mesmo problema que o da minha filha, não tem a mesma sorte. Quando uma família está em uma situação assim, eles nunca pensam em fazer fotos, eu sei porque passei por isso.

Comecei a tirar fotos para que essas famílias tivessem ao menos algumas lembranças de seus filhos”, explicou Suha em depoimento ao portal Love What Matters. .

“Quando eu entro em uma UTI pediátrica eu fotografo pequenos guerreiros. Cada um deles tem uma história única e cada uma delas merece ser contada e ouvida. Eu espero ajudar a conscientizar os outros sobre essas doenças no coração que tiram tantas vidas e também a mostrar a importância da doação de órgãos.

Se, por meio do meu trabalho, eu conseguir tocar uma pessoa e fazê-la decidir se tornar doador de órgão, já ficarei feliz. Uma pessoa que doa seus órgãos depois de falecer pode salvar até oito vidas!”, contou Suha.

Suha fotografou a pequena Adalynn de dois anos ao lado de seus pais Kristi e Justin. A bebê faleceu no hospital enquanto aguardava por um transplante de coração.

“Eu poderia te dizer que um a cada 100 recém-nascidos são diagnosticados com doenças cardíacas congênitas. Eu poderia falar sobre o coração da pequena Adalynn e de muitos outros bebês em todo o mundo. Eu poderia falar sobre as poucas pesquisas que existem sobre doenças cardíacas congênitas. Eu poderia falar sobre porque os bebês que nascem com essas doenças precisam do transplante de coração para sobreviver. E eu poderia falar que Adalynn é uma das vinte pessoas que morrem todos os dias esperando um transplante.

Mas a verdade é que não há palavras para descrever o amor e a dor que eu testemunhei. Doenças cardíacas congênitas levam muitas vidas e causam sofrimento a muitas famílias. Ela muda você completamente, até a alma. É difícil, é duro e é injusto. Esta é a realidade de muitos bebês todos os dias. Kristi e Justin obrigada por permitirem que eu mostrasse essas imagens para o mundo”, concluiu Suha.

Veja as imagens que Suha fez da pequena Adalynn e saiba tudo sobre a doação de órgãos no Brasil aqui.