Assim que uma criança nasce, a primeira reação dos pais é abraçar e dar muito amor ao mais novo membro da família. Porém, nem todos os pais têm essa sorte, como no caso dos pais de Anthony. Após Daniela Brine ganhar seu bebê, a felicidade tomou conta de todos, porém alguns dias depois ela notou que algo estava errado.

Anthony nasceu com a incurável Epidermólise Bolhosa, uma condição genética em que a pele e os revestimentos internos do corpo empolam ao menor bater ou friccionar, causando dolorosas feridas abertas e bolhas.

Esse nome é dado a um conjunto de doenças que são hereditárias e que provocam bolhas na pele por conta de qualquer tipo de trauma, incluindo o contato. Resumidamente, qualquer toque por mais leve que seja, pode provocar bolhas na pele, que causam uma dor intensa.

Nossa pele é formada por três camadas chamadas de epiderme (externa), derme (intermediária onde estão os vasos, fibras, folículos pilo sebáceo) e hipoderme, que é a gordura. Graças a um defeito nessa genética, existe um descolamento da epiderme e isso acaba facilitando o surgimento de bolhas e machucados na pessoa.

Quando a notícia de que seu bebê tinha nascido com essa doença, o mundo de Daniela desabou. Os médicos tinham que ensinar a Daniela e ao marido Richard Brine como segurar o bebê de uma maneira que o impedisse de se mexer e se machucasse.

“Nós meio que aprendemos a segurá-lo, mas qualquer toque é mínimo. É de partir o coração que não posso dar um abraço no meu lindo menino” Afirmou Daniela ao jornal Britânico Daily Mail.

“Se ele ficar com muito calor, se esfregar contra si mesmo com as luvas, ele se machuca. Ele faz bolhas o tempo todo – até mesmo as luvas que o vestimos não ajudam completamente. Depende de como o corpo dele está, qualquer atrito ou tensão causará bolhas horríveis.”, completou ela

A mãe de Anthony também afirma que precisa estourar as bolhas que nascem pelo corpo da criança, e isso é muito doloroso. Ela também ressalta que dependendo dos lugares onde as bolhas surgem, como garganta ou globos oculares, é impossível estoura-las.

A criança tem que tomar remédios para não sentir dor a cada 6 horas, constantemente. Para a tristeza de Daniela e do marido Richard, Anthony tem um risco muito alto de desenvolver câncer de pele. Também vale ressaltar que tal condição dá uma estimativa de vida de até 40 anos e não há tratamento eficaz conhecido.

A esperança da mãe do garoto é que um dia finalmente encontrem a cura para essa doença. “Nós, como pais, nunca conseguiremos abraçar Anthony corretamente. Nosso filho mais velho, Shane, não será capaz de tocar em Anthony do jeito que um irmão normal faria.”

Para que uma infecção não aconteça, as bolhas devem ser enfaixadas corretamente. O pequeno Anthony também precisa usar o pijama do avesso para que sua pele não seja danificada pelas costuras. Daniela afirmou que as mãos e pé do bebê são as áreas mais afetadas de todo seu corpo, e ele tem que usar luvas para evitar que ele se machuque.

“Nós nunca teremos nenhum outro filho – a doença é tão horrível que você não desejaria isso ao seu pior inimigo. Não há mais nada que possamos fazer. Estamos apenas dando a Anthony a melhor vida que ele pode. Sempre que Anthony está com muita dor e achamos que ele não aguenta mais, ele chega a um ponto e pára e sorri. Esse sorriso lindo faz o mundo inteiro parecer melhor.”, complementou a mãe.